segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PROJETO ENCANTADO DA ÁGUAS


Pesquisa, Registro, Oficina e Espetáculo de Narração de Histórias

OBJETIVO GERAL

Criar e apresentar 3 (três) vezes, um espetáculo de narração de Histórias, com lendas, mitos, histórias de vida e causos de encantamento do povo ribeirinho com o Rio São Francisco.

OBJETIVO ESPECÍFICO

1 – Pesquisar e registrar (escrita e áudio , lendas, mitos e causos de encantamento do (a) Ribeirinho (a) das cidades de Piaçabuçu -AL e Igreja nova (Povoado Xinaré) em Alagoas e Porto da Folha (Ilha de São Pedro) em Sergipe.

2 – Realizar 3 oficinas (uma em cada cidade) de narração de Histórias de 10h cada, para comunidade, com foco em estudantes do ensino médio, nas cidades de Piaçabuçu e Igreja nova (Povoado Xinaré) em Alagoas e Porto da Folha (Ilha de São Pedro) em Sergipe;

3- Apresentar o Espetáculo de Narração de Histórias “Encantado das Águas”, resultante das pesquisas, nas cidades de Piaçabuçu -AL e Igreja nova (Povoado Xinaré) em Alagoas e Porto da Folha (Ilha de São Pedro) em Sergipe.

4 - Distribuir nas Bibliotecas Municipais e Escolares das cidades de Piaçabuçu -AL e Igreja nova (Povoado Xinaré) em Alagoas e Porto da Folha (Ilha de São Pedro) em Sergipe,o resultado final do projeto, em forma de relatório, anexados a este as lendas, mitos e causos de encantamento pesquisados em todas as comunidade.

O por quê?

Nasci e fui criada no Povoado Potengy, próximo a Foz do Rio São Francisco, em Piaçabuçu – Al. Quando criança ouvia das vozes dos pescadores histórias que o rio ditava. Cresci apaixonada pelo fazeres e saberes do povo ribeirinho. Caminhando pelo Baixo São Francisco, tive oportunidade de registrar um pouco do cotidiano desse povo. Toquei pífano com os indios da Tribo Xocó e dancei no Quilombo Mucambo na Ilha de São Pedro, em Porto da Folha-Se, passei pelo povoado Xinaré, onde, um pescador afirmou que o rio não está morrendo, apenas cavando outro percurso. Em Piaçabuçu, em contato com pescadores, lavadeiras já venho registrando e contando histórias dos peixes, dos encantados das águas ( Mero, Nego D'água, Mãe D'água).
Realizar esse projeto é dá continuidade a essa prosa com os ribeirinhos.Registrar as histórias que o rio dita e que estão se perdendo, pelo fato de não se ter mais roda de narração de histórias, é contribuir com a manutenção do saber desse povo. Ao levar as histórias do rio para escolas e ruas e reavivar a memória dos mais velhos, busco manter vivo o imaginário do lugar.
Vou chegar nas comunidade só, ouvirei e registrarei as histórias, farei oficinas de narração de histórias, depois volto para casa, organizarei a pesquisa e ralizarei ensaios. Retorno as comunidades contando as histórias e deixando um registro (escrito e áudio) da escuta das 3 localidades visitadas.

As apresentações de narração de Histórias acontecerão nas margens do rio, tendo como palco uma canoa ou um tronco de árvore.





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