PROJETO ENCANTADO DA ÁGUAS
Pesquisa, Registro, Oficina e Espetáculo de Narração de Histórias
OBJETIVO GERAL
Criar
e apresentar 3 (três) vezes, um espetáculo de narração de
Histórias, com lendas, mitos, histórias de vida e causos de
encantamento do povo ribeirinho com o Rio São Francisco.
OBJETIVO ESPECÍFICO
1 –
Pesquisar
e registrar (escrita e áudio , lendas, mitos e causos de encantamento
do (a) Ribeirinho (a) das cidades de Piaçabuçu -AL e Igreja nova
(Povoado Xinaré) em Alagoas e Porto da Folha (Ilha de São Pedro) em
Sergipe.
2
– Realizar 3 oficinas (uma em cada cidade) de narração de
Histórias de 10h cada, para comunidade, com foco em estudantes do
ensino médio, nas cidades de Piaçabuçu e Igreja nova (Povoado
Xinaré) em Alagoas e Porto da Folha (Ilha de São Pedro) em Sergipe;
3-
Apresentar o Espetáculo de Narração de Histórias “Encantado
das Águas”, resultante
das pesquisas,
nas
cidades de Piaçabuçu -AL e Igreja nova (Povoado Xinaré) em Alagoas
e Porto da Folha (Ilha de São Pedro) em Sergipe.
4
- Distribuir nas Bibliotecas Municipais e Escolares das cidades de
Piaçabuçu -AL e Igreja nova (Povoado Xinaré) em Alagoas e Porto da
Folha (Ilha de São Pedro) em Sergipe,o resultado final do projeto,
em forma de relatório, anexados a este as lendas, mitos e causos de
encantamento pesquisados em todas as comunidade.
O por
quê?
Nasci
e fui criada no Povoado Potengy, próximo a Foz do Rio São
Francisco, em Piaçabuçu – Al. Quando criança ouvia das vozes dos
pescadores histórias que o rio ditava. Cresci apaixonada pelo
fazeres e saberes do povo ribeirinho. Caminhando pelo Baixo São
Francisco, tive oportunidade de registrar um pouco do cotidiano
desse povo. Toquei pífano com os indios da Tribo Xocó e dancei
no Quilombo Mucambo na Ilha de São Pedro, em Porto da Folha-Se,
passei pelo povoado Xinaré, onde, um pescador afirmou que o rio não
está morrendo, apenas cavando outro percurso. Em Piaçabuçu, em
contato com pescadores, lavadeiras já venho registrando e contando
histórias dos peixes, dos encantados das águas ( Mero, Nego D'água,
Mãe D'água).
Realizar
esse projeto é dá continuidade a essa prosa com os
ribeirinhos.Registrar as histórias que o rio dita e que estão se
perdendo, pelo fato de não se ter mais roda de narração de
histórias, é contribuir com a manutenção do saber desse povo. Ao
levar as histórias do rio para escolas e ruas e reavivar a memória
dos mais velhos, busco manter vivo o imaginário do lugar.
Vou
chegar nas comunidade só, ouvirei e registrarei as histórias,
farei oficinas de narração de histórias, depois volto para casa,
organizarei a pesquisa e ralizarei ensaios. Retorno as comunidades
contando as histórias e deixando um registro (escrito e áudio) da
escuta das 3 localidades visitadas.
As
apresentações de narração de Histórias acontecerão nas margens
do rio, tendo como palco uma canoa ou um tronco de árvore.

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